3 passos para te ajudar a mudar alguns comportamentos dos filhos adolescentes

DISRESPECTFUL TEENAGER

 

Os adolescentes podem parecer adultos desajeitados, mas precisam ser educados como crianças

Minha filha de 13 anos está mais adolescente do que nunca. A mais nova manifestação de sua adolescência é seu tom de voz belicoso, rebelde e severo. Eu me vejo constantemente admoestando-a para “ver o seu tom”, tanto que isso é chato até mesmo para mim.Sua resposta é tão previsível quanto o meu aviso … “Eu não estou mudando o meu tom de voz”, diz ela, no mesmo tom sombrio. “Sim você está!” Eu respondo, indignada.

Nas últimas semanas, comecei a me perguntar se, na verdade, ela realmente não percebe o quão desrespeitoso seu tom de voz é … e por que o tom é tão importante em primeiro lugar. Então decidi implementar uma nova estratégia. Em vez de lhe dar uma ordem vaga para “mudar de tom”, decidi ser mais direta e explícita sobre por que o tom é importante e como ela pode mudá-lo. Aqui está o meu plano em três simples passos:

1

APONTAR A INFLEXÃO

A inflexão é uma parte vital da comunicação. Os adolescentes entendem isso o suficiente – subconscientemente, de qualquer modo – para exercer inflexão como uma marreta, mas às vezes eles são genuinamente surpresos pelo fato de que outras pessoas (leia-se: adultos) também entendem o significado de inflexão.

Então, quando minha filha diz “O-kay” depois que eu digo a ela para ela fazer algo, eu aponto a inflexão específica que ela está colocando na segunda sílaba, e o que essa inflexão comunica. Às vezes é como falar com uma criança pequena – eu vou dizer “você ouve a diferença quando eu mudo a inflexão nesta palavra?” Então eu dou a ela três exemplos diferentes de “ok”, com várias inflexões… Eu peço para ela nomear a emoção comunicada por essas inflexões, e então pergunto se ela consegue entender porque eu quero que ela mude o jeito que ela fala.

Ela revira os olhos e fica impaciente durante esse pequeno exercício, mas funciona. Ela mudará sua inflexão até o final, mesmo que apenas para terminar a lição … mas sua atitude invariavelmente muda também. Falando de atitude…

2

LINGUAGEM CORPORAL

Como a maioria dos adolescentes, minha filha muitas vezes protesta sua inocência, repetindo as palavras que ela disse e perguntando como aquilo pode ser questionável. Eu sempre começo com o tom de voz, mas às vezes eu lembro a ela que a comunicação não é apenas as palavras que dizemos e o tom que usamos – a linguagem corporal também é um aspecto vital da comunicação.

Então, quando ela levanta um quadril e lança uma resposta por cima do ombro enquanto revira os olhos, isso envia uma mensagem clara. Mesmo que seu tom seja neutro e as palavras positivas, sua linguagem corporal está enviando uma mensagem completamente diferente. Se ela está sendo particularmente espinhosa, eu gosto de dar-lhe exemplos excessivamente dramáticos, de maneira que eu sei que vão fazê-la rir e tirá-la de sua petulância.

3

IMPACTO EMOCIONAL

A última parte é a mais importante e também a mais difícil. Isso exige que eu saia da reação emocional que sinto para explicá-la pacientemente, em voz alta, para ela.

Por exemplo, quando eu peço para ela limpar o quarto depois de passar a manhã levando-a para visitar amigos e almoçar, e ela responde com irritação, preciso respirar fundo e sair da minha própria irritação. Então eu digo a ela exatamente como sua falta de vontade comunicada me faz sentir – desvalorizada, desrespeitada.

Como a maioria dos adolescentes, ela é uma boa criança e tem um coração genuinamente bom. Ela irá, inevitavelmente, explicar que ela não quis dizer isso, pedir desculpas e, depois, vai limpar seu quarto com uma atitude muito mais graciosa.

Adolescentes e crianças são semelhantes em muitos aspectos. Tudo está mudando tão rapidamente para eles que muitas vezes são apanhados no turbilhão de hormônios e emoções. Eles precisam de nós como pais para ancorá-los e trazê-los de volta à realidade – mesmo que isso signifique orientá-los exatamente sobre o que estão fazendo e por que eles não deveriam fazê-lo. Portanto, não tenha medo de orientar seu filho com os detalhes de seu comportamento, mesmo que isso signifique ficar vulnerável. Não só eles estarão mais aptos a entender o que estão fazendo, como também estarão mais propensos a parar de fazer da forma errada.

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